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A arte de tocar campainha: o orgasmo clitoriano

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A arte de tocar campainha: o orgasmo clitoriano

Querido pimentão, vagina não é casa da mãe Joana pra ir entrando assim. Tem que tocar a campainha antes – o botão milagroso que a medicina chama de clitóris. E, por favor, não subestime a capacidade desse pequenino órgão. Até porque ele é bem maior do que pensamos: são cerca de 8 centímetros, embora só a cabecinha fique de fora, localizada no alto daquela “tenda” formada pelos lábios. Com oito mil terminações nervosas espremidas num tico de espaço, a sensibilidade do clitóris dá um pau (ops…) na genitália dos homens, que só têm metade dessa quantidade ao longo do pênis todo.

Nós, malaguetas, também ficamos eretas. Quando estamos excitadas, nosso fluxo sanguíneo faz o botão crescer e enrijecer. Repare como ele fica protuberante logo depois do orgasmo. O melhor de tudo é que, ao contrário dos pimentões, nossos músculos não relaxam imediatamente após o clímax. O que isso quer dizer? Orgasmos múltiplos, minha cara. A escritora Natalie Angier faz uma comparação maravilhosa no documentário “Clitóris, o Prazer Proibido”: o pênis só dá tiro de espingarda, enquanto o clitóris funciona como uma metralhadora. O filme é super interessante e didático, com depoimentos de médicos e psicólogos, mas vale avisar que contém closes genitais e breves cenas de sexo.

O doida da história, gente, é perceber como esse órgão foi ignorado pelas bíblias de anatomia. Séculos atrás, os cientistas achavam que a mulher liberava esperma depois de gozar com a estimulação do clitóris. Na Idade Média, veja só que beleza, os médicos sugeriam aos maridos que queriam ser pais: “Lubrifique o dedo com óleo perfumado e friccione a vulva com movimentos circulares”. Daí, um cara bem BACANA (só que não!), descobriu que o clitóris era “inútil” por não ter nada a ver com a reprodução. Acabou a alegria das malaguetas daquela época. Hoje em dia, apenas 30% das mulheres têm orgasmos durante a penetração. Então, não adianta ficar só “bombando” e achar que tá arrasando.

Por um tempão, rolava um tabu com o clitóris porque ele é o único órgão cuja função exclusiva é proporcionar prazer. Imagine que o gosto pela masturbação feminina chegou a ser considerada pela medicina como uma doença que poderia causar cegueira e até morte prematura. Calcula o que ia ter de moças com cão guia por aí… Pior do que isso: em 1865, culparam o clitóris por crises de histeria, epilepsia e outras loucuras. O tratamento proposto foi terrível – extirpar o órgão dessas pacientes. Dá pra acreditar??? Eu recomendo que a gente corrija esse erro absurdo tendo intimidade com as nossas vaginas.

Leitor pimentão, toque a campainha sempre e você verá o barulho que a moça faz.

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Comentários
  • achei muito 10 essa matéria, esse assunto também deveria ser difundido,na tv, através de algum programa específico, vcs estão de parabéns, já começaram com tudo showwwwwwwwww..

    10 de outubro de 2013
  • Carah, que bom saber que não estou sozinha nesse mundo de malucos que ainda não descobriram a belezura que é esse pequeno orgãozinho que dá a nós um prazer bacanaa e descolado! E acho que se o mundo fosse menos machista muitos caras iriam sentir prazer com esse orgãozim também, caso se preocupassem mais em dá do que receber prazer ou ao menos ter uma relação onde todo mundo sente prazer, não só os caras!

    12 de outubro de 2013
    • Perfeito, educativo, infomativo.. muito bem feito e escrito.. ameeii….

      16 de outubro de 2013
  • Muita boa a matéria, assuntos desse tipo devem sempre ser levados em consideração e não como tabus, a falta de informação leva a ignorância, uma mulher falar de sexo ou se conhecer melhor não a torna vulgar, meus Parabéns pela matéria.

    12 de outubro de 2013
  • Parabéns Nathalia, muito bom!

    13 de outubro de 2013
  • Adorei o site, muito bem escrito, parabéns Nathalia!

    13 de outubro de 2013
  • Chegando por aqui agora e já estou maravilhada com a liberalidade com que se é discutido tudo isso tão difícil de conversar por aí… E digo: campainhas são sensíveis, não precisa pressionar tanto. Não sei se só comigo funciona assim. Abraço e parabéns pelas redações!

    14 de outubro de 2013
  • Já havia assistido o documentário, que é muito bom, exceto pela questão do ponto G. Acho que poderíamos fazer uma versão brasileira com o título “Clitóris, esse desconhecido”. O potencial orgástico feminino é impressionante, de dar inveja mesmo. É triste que seja, de um modo geral, tão mal aproveitado.

    14 de outubro de 2013
  • Ao contrário do que dizem os autores, penso que o “ponto G” existe (pode não ser exatamente um ponto, talvez mais uma área), pois encontro-o (procuro-o!) quando me encontro com mulheres; e a reação delas quando o encontro não engana.
    No restante, interessante.

    16 de outubro de 2013
  • Nath, próxima aula, descobre pra gente: “técnicas para orgasmos multiplos”.
    beijos!!

    1 de novembro de 2013
  • Muuuitooo bom!

    28 de janeiro de 2014
  • A mulher saiu da costela do homem,De onde saiu isto!!! Conhecendo o Universo femenino,teria outra versão,Não será o conttrario.?Ou cda um na sua,melhor asim.

    1 de março de 2014
    • Adorei o site. Texto excelente! parabéns ! virei visitar mais vezes

      5 de agosto de 2014
  • Caraca… ri litros e aprendi bastante, ótimo site. A sátira mais didática estão numa ótima medida. Vlw nathy (intimidade é essa?), continue assim.

    1 de junho de 2014
  • Parabéns………pena que poucos homens sabem disso,eu mesma ainda não conheci ninguém que me levasse ás alturas

    4 de março de 2015
  • Parabéns Nathalia adorei sua maneira despojada de abordar – diga-se de passagem com muita propriedade – assuntos correlatos ao sexo, natureza tão relevante e tão “proibida” na atualidade. Sexo pode ser e não ser pornografia, mas a desinformação a respeito dele é um crime! Parabéns e continue esse trabalho respeitável, relevante e maravilhoso. Tornei-me seu fã (de carteirinha).
    Robert Thomaz – escritor, poeta, cronista, contista, blogueiro, autodidata e publica conteúdos do Marketing de Conteúdo relativos a qualidade de vida, relacionamentos, saúde e bem-estar.

    23 de fevereiro de 2016

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