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Sexo “agendado” faz bem ao casamento

(Getty Images)

Depois dos dois ou três primeiros anos de relacionamento, a maioria dos casais se vê diante de um desgraçado paradoxo. O amor aumenta, o tesão diminui. Porque já não há mais novidade, mistério, imprevisibilidade. A intimidade faz com que a gente se sinta confortável em deixar o sexo pro dia seguinte e trocar a lingerie fio dental por uma camisola largona – especialmente quando se mora junto e o outro está sempre ao alcance das mãos. Passa aquele fogo de transar em qualquer hora e lugar.

Então como desejar ardentemente aquilo que já conquistamos? Existem dois tipos de respostas (ou dois tipos de pessoas). Uns dizem que, se a frequência sexual e a libido caem, a relação não tem futuro. “Quando você gosta mesmo e encontra sua alma gêmea”, acreditam, “isso não acontece”. Vamos chamá-los de Românticos. Para eles, não faz sentido se esforçar para ter uma vida sexual satisfatória –  é destino, questão de compatibilidade com o (a) parceiro (a). Ou você tem ou você não tem. Não tem? Separa.

O outro grupo vê as coisas de um jeito bem diferente. Mais ou menos assim: é normal que o frio na barriga e a paixão acabem, portanto não dá pra esperar que o sexo seja sempre espontâneo. Vamos chamá-los de Práticos. Porque tem o dia a dia exaustivo, o estresse do trabalho, as contas pra pagar, a louça suja pra lavar, os filhos correndo pela casa. “Esperar por um momento ideal ou um tesão que cai do céu… não rola”, apostam. Para eles, o segredo da felicidade na cama é trabalhar duro e fazer acontecer.

“Queremos ser arrebatados por um impulso natural e não pensar em sedução, brincadeiras eróticas e qualquer coisa que demande esforço ou tempo”, me disse em entrevista a psicóloga Esther Perel, autora do livro Sexo no Cativeiro e especialista em inteligência erótica. “Só que sexo espontâneo é um mito”.  Em outras palavras, somos bem mimados e preguiçosos. Achamos absolutamente natural investir tempo, dinheiro e dedicação pra melhorar vários aspectos da vida (de academia à pós-graduação), mas no sexo…

NADA A VER programar um dia da semana que seja sagrado pra desligar os celulares, acender uma velas, dar um pulo no motel, trocar massagens demoradas? Quando se fala em “sexo agendado” não significa programar no celular que toda quinta 21h vocês dirão “oi tira a cueca e bota aqui que eu tô pronta, vai logo com isso”. Significa preparar um ambiente – e um estado mental – convidativo pro sexo. Um ambiente que não permita a entrada de distrações (“ah tô assistindo essa partida do campeonato alemão”), preocupações (“as crianças tão acordadas”) nem desculpas (“tenho que acordar cedo amanhã”).

Pois bem. Um recém-publicado estudo da Universidade de Toronto entrevistou quase 2 mil hetero e homossexuais sobre como enxergam seus relacionamentos e quão satisfeitos estão sexualmente. A pesquisadora Jessica Maxwell cruzou os dados e concluiu: as pessoas que acreditavam que uma ótima vida sexual demanda certo trabalho têm um sexo mais ardente e maior comprometimento com o (a) parceiro (a). Ou seja, quem tem uma visão mais pragmática do sexo está mais preparado para lidar com o desafio de manter o desejo aceso. “Sua vida sexual é como um jardim, precisa ser regada e nutrida para se manter viva”, diz Maxweel.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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