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Como incentivamos a desigualdade de gênero desde a infância

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Como incentivamos a desigualdade de gênero desde a infância

Não é segredo que em pleno século 21 ainda convivemos com a desigualdade de gêneros. Embora muita gente insista em chamar o feminismo de “mimimi” ou de doutrinação ideológica, os dados não mentem. As mulheres são prejudicadas ao trabalhar – estudos mostram que elas podem ganhar até 25% menos do que seus colegas do sexo masculino em condições semelhantes, arcam muito mais com as tarefas domésticas e o machismo as torna vítimas mais fáceis de violência. Mas você já parou para pensar quando essa diferenciação tem origem? O vídeo abaixo pode dar uma pista:

A animação fofa faz parte da campanha #DesafiodaIgualdade, criada pela ONG Plan International para abordar a forma como tratamos as questões de gênero na infância.

Por meio de uma série de materiais entre vídeos, histórias em quadrinhos e cartinhas, a ONG mostra que meninos e meninas ainda são tratados de forma extremamente desigual. Enquanto os garotos são normalmente incentivados a mostrar coragem e explorar o mundo, as meninas aprendem a ser delicadas e cuidadosas, zelar por sua beleza e reprimir a sexualidade. Já os meninos desde cedo escutam o famoso “homem não chora”.

Quando as pessoas são criadas desde modo, na vida adulta passam a olhar para as desigualdades como se elas fossem completamente naturais. E isso favorece práticas como o machismo, a violência doméstica e mesmo a violência sexual contra meninas.

A desigualdade de gênero é tão enraizada em nossa cultura que às vezes a reproduzimos sem nem notar. Você por acaso já proibiu seu filho de comprar uma roupa rosa ou uma boneca? Já disse para sua filha que ela tem que se comportar como uma mocinha? Já pediu para uma menina tirar a mesa ou lavar a louça, enquanto os meninos relaxavam? Pode ser uma boa repensar suas atitudes.

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(Divulgação / #DesafiodaIgualdade)

Para reverter este quadro, a campanha quer abordar tais questões desde cedo, na educação das crianças. Para isso, a ideia é incentivar a comunidade educadora – professores, educadores, pais, etc – a olhar para o tema com cuidado e botar em prática uma educação de mais igualdade entre meninos e meninas.

Em tempos de Escolas de Princesas que ainda tentam impor o papel de ~belas e recatadas~ às mulheres, é mais importante que nunca nos unirmos para dar um exemplo de empoderamento e liberdade às novas gerações. E isso começa em casa e na escola. Dê uma olhada no site da campanha para ver se você de fato cria seus filhos de forma igualitária. Abaixo, oito mandamentos sugeridos pelo #DesafiodaIgualdade…

1Ninguém deve ser discriminado por ser menina ou ser menino, do mesmo modo que por questões de raça ou classe social. Todas as pessoas merecem respeito.

2Meninas e meninos têm os mesmos direitos. Em casa, na escola, na quadra, em qualquer lugar.

3. Não existem brinquedos de menino e brinquedos de menina, assim como não existem coisas de menino e de menina. Todo mundo pode brincar do que goste, e isso ajuda as crianças a se desenvolver plenamente.

4Tanto as meninas quanto os meninos precisam de cuidados. E cuidar –  da casa, das crianças, dos animais, por exemplo – é algo para todas as pessoas.

5Meninas e meninos têm o direito de expressar seus sentimentos livremente. Inclusive chorando.

6Meninos e meninas têm direitos iguais de usar os espaços públicos, de expressar seus desejos e opiniões.

7Ninguém tem o direito de tocar o corpo delas sem autorização. Cada criança é dona de seu próprio corpo e precisa ter autonomia sobre ele.

8O machismo é ruim para as meninas e para os meninos também, pois restringe a liberdade e o potencial das pessoas.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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