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“Nunca me inspirei na minha vida”, diz escritora de livros eróticos

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“Nunca me inspirei na minha vida”, diz escritora de livros eróticos

Tatiana Amaral, escritora baiana, faz sucesso com seus romances eróticos (Divulgação / Editora Pandorga)

Desde que a britânica E. L. James faturou milhões com a história de Christian Grey e Anastasia em “Cinquenta Tons de Cinza”, as livrarias foram invadidas pelo soft porn – o tal do romance erótico. É que, enquanto a maioria dos homens consome aquela pornografia de closes genitais e britadeira, as mulheres tendem a se excitar menos pelo explícito e mais pelo contexto. A relação amorosa entre os personagens, conflito e drama, cenas de sexo que se estendem em descrições sensoriais…

A escritora baiana Tatiana Amaral investiu nessa fórmula. Viciada em fanfiction e fã da saga “Crepúsculo”, começou a escrevendo na internet e foi arrebanhando leitores. Hoje seus seis livros publicados pela Editora Pandorga passam dos 100 mil exemplares vendidos. Lançada em agosto, a continuação da série erótica “O Professor” já figura entre os Top 20 da Amazon Brasil. Sucesso que lhe rendeu três prêmios na última Bienal Internacional do Livro, em São Paulo. Bati um papo rápido com ela por email.

– É impossível não perguntar de onde vem inspiração pra criar cenas de sexo. Vem de um repertório pessoal, de fantasias suas? Você assiste muito filminho de sacanagem e consome literatura erótica?

TATIANA – Sexo faz parte da vida e, justamente pelo fato de as pessoas ainda sustentarem este tabu, acreditam que é necessária inspiração além do normal para descrever uma cena de sexo. Sexo é uma consequência do relacionamento e jamais poderia ser diferente nos livros, já que são romances. Nunca me inspirei em minha vida para escrever qualquer livro, e isso vale para as cenas de sexo também. Mas vale ressaltar que minha vida sexual é muito saudável (risos). Porém, assim como acontece para outros detalhes do livro, preciso pesquisar muito para que as cenas de sexo não sejam repetitivas. Então costumo acompanhar as novidades em sites de acessórios, assisto filmes e leio muitos livros eróticos – não apenas para pesquisa, eu realmente gosto deste tipo de literatura.

– Na lista da Amazon Brasil, você figura entre os ebooks mais vendidos. Esgotou exemplares na última Bienal do Livro. A que você atribui a febre dos romances eróticos, a tal da onda soft porn?

TATIANA – Eu posso dizer como como leitora. Sempre achei que faltava algo nos livros que fizesse com que os relacionamentos fossem mais reais. Quando o casal transava parecia que descia uma cortina e, quando subia, o ato já havia sido consumado, ficando apenas a ideia. Acontece que sexo faz parte da realidade dos casais e não cabe mais ser tão escondido. Daí a necessidade de levar isso para dentro dos livros, o que agradou muito.

O terceiro livro da série “O Professor” foi lançado em agosto deste ano (Divulgação / Editora Pandorga)

– Depois do sucesso de “Cinquenta Tons de Cinza”, as livrarias ficaram abarrotadas de “genéricos” – muitos seguindo a fórmula da personagem frágil diante de um homem em posição de superioridade (alguém que dá as cartas do jogo). Você acredita que suas séries “Função CEO” e “O Professor” fogem desse clichê?

TATIANA – Função CEO, à primeira vista, segue este contexto, mas possui uma trama que vai muito além desta relação em que um é superior ao outro. A personagem cresce muito, surpreende. A Série O Professor já é bem diferente. Não existe esta relação de fragilidade, é um relacionamento mais próximo do real, com todas as suas incertezas e inseguranças. Agora, clichê é sempre uma delícia.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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