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Maternidade tardia: você congelaria seus óvulos?

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Maternidade tardia: você congelaria seus óvulos?

(Getty Images)

Numa única ejaculação, o homem libera cerca de 400 milhões de espermatozoides. QUATROCENTROS MILHÕES. E a fonte não seca, consegue fabricar mais de novo e de novo… O corpo feminino não funciona assim: nascemos com um estoque de óvulos que são liberados gradativamente ao longo da nossa vida fértil – ou seja, sem “reposição”. Aos 30 anos, por exemplo, estima-se que uma mulher saudável tenha entre 300 e 500 óvulos (10% do total).

Décadas atrás, a maioria das mulheres nessa mesma faixa etária estava casada, com filhos grandinhos e pouquíssimo espaço no mercado de trabalho. A questão, minha gente, é que os tempos mudaram. Um relatório do IBGE divulgado em novembro apontou que 30% das mães de São Paulo engravidam entre 30 e 39 anos – aumento de 8% em relação a 2005. Quantas conseguiram naturalmente? Faltam dados, mas as clínicas de reprodução assistida não param de “se reproduzir” por aí.

Uma das técnicas que oferecem é o congelamento de óvulos pra “usar” depois, quando e se acharem conveniente. Elas tomam essa decisão por saber que, com a idade, perdemos quantidade e qualidade dos óvulos. Mulheres que querem ser mães, mas não encontraram o parceiro ideal. Mulheres que priorizam a carreira nesse momento da vida. Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce ou outras condições de saúde. Mulheres que farão tratamento contra doenças como câncer e correm risco de infertilidade. Etc.

Nesse último caso, alguns hospitais fazem o procedimento pelo SUS. Nos outros, clínicas particulares cobram caro: em média, entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. Fora os custos semestrais ou anuais pra manter os óvulos guardados no local. Celebridades como Sabrina Satto sinalizaram a vontade de congelar os seus: “Minha vida é uma loucura, trabalho de 12 a 14 horas todos os dias. Não conseguiria cuidar de um bebê e me recuso a ser uma mãe ausente”, disse à Marie Claire. Graciele Lacerda, mulher de Zezé Di Camargo, está com 36 anos e já fez.

O site Fertilidade no meu tempo, da Merck com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, traz depoimentos de mulheres, tira dúvidas e explica o passo a passo. Resumindo, a coleta dos óvulos da paciente acontece sob efeito de anestesia local. Rola um congelamento das células com nitrogênio líquido a -196º C. Decidiu que quer engravidar? Descongelam e fazem a fertilização do óvulo com espermatozoide em laboratório. Daí os embriões são, finalmente, colocados no útero. E se desenvolvem no calor de quem se preparou para recebê-los.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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