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Você teria coragem de vestir uma fantasia erótica?

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Você teria coragem de vestir uma fantasia erótica?

(Getty Images)

“Imagina uma criança ganhando uma montanha russa no quintal”. A empresária C*, de 29 anos, define desse jeito a reação de seu namorado quando aparece vestindo uma fantasia erótica. Se é que dá pra usar o verbo “vestir”, considerando os centímetros de pano que (não) cobrem suas curvas e suas más intenções. C* já interpretou de inocente colegial à safada garota de programa. Ela aproveita, inclusive, datas comemorativas – foi coelhinha e mamãe noel. Neste dia dos namorados, recorreu a seus superpoderes de sedução para uma apimentada Mulher Maravilha.

Ache você ridículo ou não, as relações mais saudáveis são aquelas investem em artifícios pra alimentar a imaginação que salva casais da rotina. Sexo lúdico é sinal de intimidade. Porque você precisa se sentir muito confortável com o outro, na certeza de que não será julgada(o). Seja para compartilhar algo que te dá tesão quanto pra aparecer com um creme diferente ou um vibrador ou uma roupinha inusitada. Certa vez, uma amiga minha surpreendeu o marido com um look enfermeirinha. Os dois caíram na gargalhada e ele, entrando na brincadeira, disse: “Mas quem vai dar ~injeção~ hoje sou eu!”.

As fantasias fazem tanto sucesso que o mercado erótico criou até o segmentoplus size. Autoestima nem sempre cabe nos tamanhos P, M e G. “Assim como lingerie, tem pra todos os gostos e formatos de corpo”, diz C*, que começou o lance das personagens aos poucos. Primeiro um kit básico de corpete, cinta liga e meias “sete oitavos” (que vão até o meio da coxa). “Emagrece e te deixa com um corpão. Eu me visto, antes de mais nada, pra mim mesma. Curto me sentir muito desejada”, conta.

Pergunto a C* se ela teve vergonha no início. Fico surpresa ao descobrir que ela tem até hoje. Tranca-se no banheiro, veste a fantasia, faz uma maquiagem combinando com o estilo da personagem. Respira fundo cinco minutos pra criar coragem e soltar a atriz que existe dentro de si. Às vezes ela turbina o impacto de sua aparição com um strip tease (não que tenham muitas peças pra jogar no cidadão…). Agora, se a fantasia é muito legal, C* prefere transar vestida mesmo. “Nua ela me vê sempre, né?”.

Talvez você não saiba, mas algumas lojas de lingerie convencional “escondem” fantasias eróticas – basta pedir à vendedora uma “roupinha” diferente. Ela vai entender o recado. Sex shops físicos ou online oferecem dezenas de opções: noiva, faxineira, marinheira, policial, presidiária, aeromoça, tigresa, diabinha, barbie, odalisca, mulher-gato, motoqueira, escrava, chapeuzinho vermelho… e, putz, como as pessoas são criativas, viu? Numa rápida pesquisada na internet, encontrei valores que variam de R$ 29 a R$ 400. Isso pra não falar de calcinhas comestíveis.

Existem pouquíssimas alternativas para os homens interessados em encarnar personagens. Será que eles temem colocar sua virilidade em perigo? Ou sãoas mulheres que acham broxante? Vamos combinar que aquelas cuecas com “tromba” de elefantinho pra colocar o pênis não são muito… animadoras – ok, falo por mim. Talvez a pornografia tenha incentivado muito mais seu grande público-alvo (os caras), ao contrário de nós, a fantasiar com situações meio fora do alcance no dia a dia. C* garante que as noites temáticas são memoráveis: “Ficamos lembrando um tempão depois e só isso reacende o tesão”.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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