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Sex shops: agora homens compram mais que mulheres

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Sex shops: agora homens compram mais que mulheres

(Getty Images)

Vivo cornetando os homens por serem avessos a brinquedinhos e cosméticos eróticos. Mordi a língua bonito – e isso é ótimo! Eles representam 58% dos compradores em sex shops, segundo uma pesquisa realizada pela Associação das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme). Uma mudança e tanto no perfil do público consumidor que, na última década, era majoritariamente feminino. Se antes eles levavam apenas os tradicionais produtos pra aumentar o tamanho do dito-cujo, como géis e bombas penianas, agora estão mais preocupados com o prazer das parceiras.

Pelo menos é o que mostra o levantamento feito no primeiro trimestre deste ano, com 1.108 pessoas entrevistadas em lojas de SP, RJ, MG, BA e RS. As categorias no topo de vendas foram os excitantes femininos (28%) e os lubrificantes (18%). O primeiro promete estimular e facilitar o orgasmo das minas. Como? A maioria aumenta a sensibilidade da região clitóris-vulva-vagina com efeitos do tipo esquenta-esfria, leve vibração / formigamento, dilatação etc. Óbvio que tem picaretagens, mas alguns são realmente eficazes. Diversas marcas oferecem os tais excitantes, por isso os preços variam muito (R$ 7 – R$ 60), assim como a consistência – gel, pomada, mousse, spray, cápsulas…

E, se a gente olhar pro vice-campeão do ranking, talvez um velho mito esteja caindo por terra. Lubrificantes não são só pra gays, pra sexo anal e pra mulheres na menopausa. Funcionam que é uma beleza na masturbação e na penetração vaginal também. Cuspe é ralo e seca rápido, viu? Se a mulher tiver naturalmente pouca lubrificação, o atrito constante do pênis entrando-saindo machuca e dificulta o orgasmo dela. Quanto mais confortável e prazeroso for o sexo, mais ela vai querer. A lista segue e aí minha empolgação amolece.

Géis que tiram a dor do sexo anal representam 17% das vendas. Não recomendo o uso porque, deixando o cidadão mandar ver sem dó, você sente as consequências quando o efeito anestésico passar. Pó, gotas e bebidas afrodisíacas (6%) jamais me convenceram – fisiológica e cientificamente. Desconfio que fazem sucesso porque ainda não existe um ~Viagra Rosa~ para a baixa libido feminina (queixa sexual comum em relações estáveis). Nem sei se vai existir de fato: as causas não costumam ser orgânicas / biológicas.

Quedê os motorzinhos maravilhosos? Láááá embaixo. Infelizmente não o “embaixo” que fica entre as nossas pernas. Vibradores e estimuladores clitorianos somam apenas 5%. Será que os ómi ainda se sentem ofendidos, substituídos, comparados na presença de um brinquedo? Arroz com feijão, o básico do dia a dia, é bão. Mas bota uma lasanha na mesa de vez em quando, pô. Anéis penianos, legais pra segurar a ereção e retardar a ejaculação, estão mal com seus 4%. Mesmo percentual das lingeries e fantasias, perto da dupla lanterninha (2%) algemas-prendedores.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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