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Por que o beijo de língua é a melhor preliminar?

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Por que o beijo de língua é a melhor preliminar?

Beijo de língua é extremamente erótico. As melhores transas surgem dele. Para as mulheres, poucas preliminares são tão poderosas quanto uma boa troca de salivas. Costumo dizer que se a boca de cima está molhada, a debaixo também fica. Aliás, as duas mucosas se parecem. Muitas vezes, enquanto rola aquele beijo cheio de más intenções, nosso cérebro manda as paredes internas da vagina produzirem a lubrificação – um dos sinais de que estamos excitadas e prontas para a penetração, sem que o atrito cause dor. Taí um dos motivos de nos importarmos com esse tipo de ~esquenta~ mesmo nas rapidinhas.

Beijo de língua bom é química, não matemática. Tem gente que curte baba sem miséria, que explora até o esôfago alheio, que prefere ritmo bossa nova, que morde e chupa os lábios, que mal tira a língua da própria boca, que alterna o estilo dependendo da situação e da malícia. Assim como o sexo, há dias e dias, além de preferências pra tudo. Se você só aplicar as fórmulas que funcionaram com outros, em vez de observar as reações de quem beija, nunca vai encaixar. Dente com dente, um desastre. Fora que beijo nem sempre se ajeita de primeira, às vezes melhora com a prática e à medida que ambos se sentem à vontade.

Beijo de língua é entrega. Não à toa casais apaixonados sofrem de câimbras nas bochechas. Tudo novidade, você quer engolir o outro quase literalmente. Dane-se que o restaurante inteiro está hipnotizado, por inveja ou incômodo, com as línguas enroscadas. No início dos relacionamentos, normal que o mundo se resuma ao espaço entre as arcadas dentárias. Beijamos e beijamos e beijamos porque queremos ininterrupto contato físico com o outro. O beijo é “permitido” em público – se o sexo também fosse, quantas gozadas de desconhecidos assistiríamos por dia?

Beijo de língua é intimidade – mas diminui quando ela aumenta. Paradoxo desgraçado. A gente se acostuma, sem perceber, com o selinho estalado de “bom trabalho, amor” e “como foi seu dia?”. Quantos dias correm sem que a nossa língua invada a boca da pessoa com quem escolhemos compartilhar a vida? Não que falte amor, falta “só” atenção em meio à rotina apressada. Faça as contas. Escasseia tanto que, quando acontece, em geral conduz ao sexo. É ou não é? Ouço a mesma história em cada palestra que dou para grupos de mulheres e casais. Antes de ter vergonha de admitir, eles sequer se dão conta de que pouco se beijam de verdade, como “naqueles tempos”.

**Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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