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Podólatras, os ‘doidos’ por pés

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Podólatras, os ‘doidos’ por pés

(Getty Images)

Ele não quer saber se sua bunda é grande e o seu peito, durinho. O que existe da sua canela pra cima pouco importa. Ele tá interessado no tamanho do seu sapato, no esmalte que você escolheu na última ida à pedicure, no contorno do tornozelo, na simetria entre os dedos, na textura do seu calcanhar, se tem joanete, calos, unha encravada ou chulé. Pode ter uma ereção só de te ver caminhando sobre um salto agulha. E gozar sugando o seu mindinho. É o tipo de cara que ~quanto mais você pisa (literalmente), mais fica a seus pés~.

Algumas pesquisas apontam que quase metade de todos os fetiches tem a ver com essa parte do corpo. Com certeza a gente tropeça em muito podólatra por aí sem saber. Uma leitora me escreveu dizendo que um desconhecido perguntou quanto ela calçava e pediu para tirar uma foto de seu pé enquanto esperava no ponto de ônibus. Outra ficou desconcertada quando saiu pela primeira – e última vez – com um fulano: o sexo consistiu, basicamente, nele esfregando o pênis na sola dela. Como se o pé tivesse vida e opinião próprias, não uma ~dona~.

A tara é tão, mas tão comum, que os sites pornográficos têm categoria específica de vídeos. Fora as várias comunidades de amantes da podolatria e anúncios de prostitutas dominatrix. Essas mulheres cobram pra realizar fantasias que nem sempre incluem penetração e tal. Os clientes pedem, por exemplo, para lamber/morder/fazer cócegas/massagear seus pés. Muitas têm coleções de sandálias e botas, cujos saltos eles gostam de chupar ou de sentir esmagando suas bolas. Há quem pague mais caro para que adominatrix fique dias sem se lavar, cultivando um odor digno de queijo gorgonzola…

Mesmo pra ciência é difícil explicar por que algumas pessoas têm desejos sexuais específicos. Uma das pistas foi dada pelo neurocientista Vilanayar Ramachandran, da Universidade da Califórnia. Ele estudou o mapa da imagem corporal do cérebro e notou que as áreas relacionadas aos genitais e aos pés ficam bem próximas. Já certos psicólogos defendem que essa fixação tem origem na infância e de um jeito positivo – quando criança, teria brincado muito no chão, próxima aos pés de alguém, o que se refletiria mais tarde em sua vida sexual (????!!!!!).  Ainda tô tentando ligar lé com cré pra entender essa teoria, mas o ser humano é tão bicho doido que não duvido, viu?

A podolatria está classificada no Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais como uma PARAFILIA. É como os psiquiatras chamam um padrão sexual “incomum”, em que o prazer da pessoa se volta para determinados comportamentos/fantasias/objetos. Tipo o masoquista, que tem prazer na dor. Ou o voyeur, que se excita exclusivamente vendo os outros transarem. Enfim, a lista é longa. Mas não vá tomar isso aqui ao pé da letra (pegou o trocadilho?). Reparar nos pés alheios, curtir usá-los nas preliminares, achar um tesão quando ela pinta as unhas de vermelho… não faz de você um “doente” que precisa de tratamento.

Você deixaria de sair com alguém interessante porque achou o pé dela(e) feio? Ou transaria com alguém simplesmente por causa do pé sexy? Só consegue gozar se tiver estimulando ou sendo estimulando por essa parte do corpo? Bate ~umas~ só pensando no comercial das Havaianas? Adoraria “decepar” o pé de fulano (a) e levar pra casa porque o “resto” nem te atrai? Faz tempo que isso acontece? Causa incômodo/sofrimento a você ou às pessoas com quem se relaciona? Melhor procurar ajuda.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.
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