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O que você precisa saber sobre o coletor menstrual

coletorcopinho

O que você precisa saber sobre o coletor menstrual

(Getty Images)

As vantagens são muitas: ele é reutizável (dura cerca de três anos), tem ótimo custo-benefício (custa em média R$ 80), é hipoalergênico (feito em silicone medicinal bem flexível), oferece baixo risco de infecções, não polui o meio ambiente (compare: o absorvente externo demora cerca de 100 anos para se degradar na natureza e o interno, mais ou menos um ano. E quantos você usa durante um ano?), garante liberdade à mulher (para praticar esportes, entrar na água, andar a cavalo, etc e usar qualquer tipo de roupa sem que fique perceptível) e – de bônus – ainda impede aquele odor típico da menstruação(como o sangue fica dentro da vagina e não tem contato com o meio ambiente, não produz aquele cheiro característico – quem tem cachorro em casa sabe o que é ter um focinho farejando a periquita).

Não me espanta que algumas mulheres considerem o coletor menstrual “a melhor invenção do universo feminino” e digam (sem medo de exagerar) que suas vidas se dividem em antes e depois do “copinho”, como é conhecido. De fato, o coletor vem ganhado muitas fãs entusiasmadas e uma crescente popularidade no Brasil. Se você faz parte desse grupo, deve estar aí suspirando de amores por ele enquanto lê este texto. Mas é também possível que você nunca tenha ouvido falar nesse tal copinho (já que ele não é tão divulgado quanto os absorventes “convencionais”). Antes que você saia correndo para a farmácia mais próxima para matar a curiosidade, algumas informações importantes:

1. Provavelmente você não vai encontrar o copinho na farmácia, pois amaioria das marcas vende apenas pela internet (algumas possuem representantes de vendas em várias cidades).

2. Há duas restrições de uso: para quem ainda não teve relações sexuais,pois o hímen pode se romper na hora de introduzir ou retirar o copinho, e para as puérperas (mulheres que tiveram filhos há menos de 40 dias).

3. Além de optar pela cor (há várias disponíveis), é importante observar o tamanho do coletor. Existem dois modelos: um recomendado para mulheres a partir de 30 anos ou que já pariram (independentemente do tipo de parto); e outro para mulheres com menos de 30 anos que nunca pariram.

4. Antes de usar, ferva o coletor por cinco minutos (usando somente água) e faça um teste sem estar menstruada para ir se acostumando aos poucos com o manejo (essa adaptação pode demorar mais de um ciclo. Tenha paciência). Se a pontinha do copinho incomodar, corte o excesso para deixá-la mais curta.

5. Ao colocar na vagina, preste atenção em duas coisas: a primeira é que você deve dobrar o copinho para introduzi-lo (existem vários tipos de dobra, veja a mais fácil para você), e a segunda é que o movimento não deve ser para cima (na vertical em direção ao colo do útero), mas sim para trás (no sentido horizontal em direção ao ânus). Por mais estranho que pareça, é assim mesmo que funciona.

6. Você não precisa enfiar profundamente. A ideia é que o coletor fique na entrada na vagina mesmo (a pontinha deve ficar a 1cm da entrada da vagina). Para ter certeza de que o copinho abriu lá dentro e a vedação aconteceu com sucesso, passe o dedo indicador ao redor da borda. Essa checagem é importante porque, se o copinho não vedar, além de correr o risco de vazar um pouco de sangue, o próprio copinho pode ser expulso e cair na privada na hora que você fizer força pra fazer cocô, por exemplo. No primeiro ciclo menstrual usando o coletor, caso ainda não esteja segura, use um absorvente fininho para impedir que vaze sangue na calcinha.

7. Pode usar o coletor de dia e à noite, na rua, na chuva e na fazenda, desde que respeite o tempo máximo de 12 horas para esvaziá-lo e recolocá-lo.

8. Na hora de retirar, não puxe o coletor com toda a força do mundo (pois assim o copinho vai dar um beliscão danado), e nem enfie a mão inteira ou antebraço na vagina (como se estivesse praticando fisting). Não precisa disso. Nem se desespere achando que o coletor vai ficar preso dentro de você para sempre. Relaxe. Basta alcançar a base do copinho com os dedos e apertá-la para que o vácuo saia. Se tiver dificuldade para tocá-lo, faça um pouco de força nos músculos do períneo para ajudar a expulsá-lo. Quando o vácuo sai, dá pra tirar tranquilamente, sem agonia e sem melar nada.

9. Descarte o sangue na privada e lave o coletor com água e sabão neutro antes de reinseri-lo. Outra dica é fazer tudo isso durante o banho, que aí você já mata dois coelhos numa só cajadada. E se for num banheiro público que não tenha pia? Muitas mulheres andam com uma garrafinha de água na bolsa ou lenços umedecidos para limpar o coletor. Se à primeira vista isso te parece muito trabalhoso, quem já é adepta do coletor garante que é só uma questão de hábito.

10. Pode fazer xixi e cocô sem precisar retirar o coletor, ok? Se ele estiver bem vedado, não vai cair. Mas ele não deve ser usado durante a transa eNÃO funciona como método anticoncepcional e nem para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

11. A cada fim de ciclo, ferva o coletor por cinco minutos em água.

12. Ainda não existem grandes estudos científicos sobre o produto, mas algumas publicações existentes mostram que o coletor é seguro e é, inclusive, indicado por diversas ginecologistas. Não há nenhum caso de Síndrome do Choque Tóxico relacionado ao seu uso, por exemplo (doença rara associada ao uso de absorventes internos, pois o acúmulo de sangue menstrual e a composição dos tampões usados antigamente favoreciam a proliferação de uma bactéria que pode levar à morte).

13. Talvez a maior lindeza proporcionada pelo coletor seja estabelecer uma relação mais íntima entre você e sua pepeka. Fora que a gente passa a lidar com o sangue mestrual de outro jeito, sabe? Porque, para muitas mulheres, ele ainda é motivo de ~ nojinho ~ do próprio corpo.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.
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Comentários
  • Ola Tatiana

    Veja que interessante……

    Anderson Luiz

    20 de setembro de 2016
  • Boa tarde Anderson

    Olha que interessante para a Tatiana

    20 de setembro de 2016

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