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A matemática dos relacionamentos – sobre perdas e ganhos

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A matemática dos relacionamentos – sobre perdas e ganhos

(Foto: Pixabay @jarmoluk)

Nunca gostei das ciências exatas, aquela rigidez das fórmulas matemáticas – ainda desconfio se PI é mesmo igual a 3,14 e acho que a ordem dos fatores altera, SIM, o resultado. Mas eis aqui uma verdade tão trágica quanto dois mais dois são quatro: não podemos ser tudo para o outro. Nem podemos esperar que o outro solucione todas as nossas questões sexuais, afetivas e emocionais. Que preencha todos os nossos buracos existenciais (quanto aos outros buracos…). Costumamos levar uns bons anos, somando experiências dolorosas, até decorar essa regrinha básica dos relacionamentos saudáveis.

De todas as teorias nas quais acredito, a que mais parece se aplicar a X, Y e Z é esta: mesmo nos casais mais felizes, quando o tempo passa e a paixão arrefece, algumas emoções ou sensações se perdem para sempre. Chuto uns 10%. É aquela fração de imprevisibilidade, aventura e mistério. Amigos(as) e leitores(as) me escrevem para dizer que o “frio na barriga acabou” e as “tentações se multiplicaram”, embora amem muito o outro. Invariavelmente, citam um colega de baia sedutor, uma conhecida paquera da adolescência, um ex-namorado ressuscitado pelo Facebook… Dentro dos corações aflitos, a conta não fecha – mas fazem de conta que tudo bem.

Eu admito o inevitável. Não espero provocar palpitações no meu marido toda vez que ele chega do trabalho. Não me engano achando que nenhuma mulher lhe desperta desejo. Ele também não tem essa ilusão em relação a mim. Há quem busque em geometrias alheias aquilo que falta na rotina quadradinha de casa. E existe quem consiga lidar numa boa com o que foi subtraído. Esses botam os números no papel e percebem o resultado extraordinário: 90% > 10%. É por isso que ficam (ou voltam). Porque certas coisas a gente só ganha quando aprende a compartilhar de verdade a vida com o outro.

Flerte e sexo casual são deliciosamente excitantes, mas talvez ~menores~ que intimidade e cumplicidade. Quer dizer, falo por mim, porque depende da caculadora de cada um. Quando você se encontra num conflito do tipo, não sabe se continua no relacionamento legal apenas porque o frio na barriga acabou / o tesão diminuiu… faça um exercício mental: [Subtraia “O que me falta” de “O que eu tenho”].  Se o saldo for positivo, talvez não valha a pena correr o risco. Ou, se você quiser corrê-lo mesmo assim, o que eu devo dizer? Relações não são ciências exatas. São humanas.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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Comentários
  • Concordo demais, Nat! Só acrescento a importância da comunicação e da fidelidade. Pode rolar flerte, sexo casual, menage… mas tem que ter antes havido conversa, os dois tem que estar na mesma página, e serem fieis no sentido de só fazerem o que foi acordado.

    25 de maio de 2017

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