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Vergonha de quê? ou “Quando uma simples ida à farmácia significa meia hora disfarçando nos corredores”

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Vergonha de quê? ou “Quando uma simples ida à farmácia significa meia hora disfarçando nos corredores”

A pessoa vai à farmácia porque acabou o lubrificante. Uma compra que duraria menos de dois minutos. Mas o que ela faz? Passeia pelos corredores como se estivesse admirando os rótulos de shampoo, bota na cestinha um esmalte que nem queria e disfarçadamente vai se aproximando da fatídica prateleira. Tem vontade de furtar o produto só pra não encarar a mina do caixa. Daí lembra que crime é transar sem aquela belezura inventada pela indústria e torce para que a fila não esteja grande.

Não consigo entender por que, em pleno século XXI, muitos de nós ainda têm vergonha de levar um lubrificante pra casa… Você fica constrangido de pagar por um cotonete que vai limpar a cera do seu ouvido e do seu umbigo? Ou de pegar um creme pra depilar o buço? Fica com a mão suada diante do balcão porque precisa de um remédio pra regular seu intestino e outro pra aliviar a depressão? Então qual o problema de meia dúzia de seres humanos saberem que (óóóóó, pausa dramática) você faz sexo?

Em primeiro lugar, a esmagadora maioria dos adultos já trepa ou gostaria de trepar. Há uma alta probabilidade de eles invejarem sua compra. A não ser que os outros clientes estejam pagando suas contas, você não deveria se preocupar com o julgamento alheio. Menos ainda com desinformados que supõem que lubrificante seja só pra sexo anal – ria por dentro porque o prazer deles é, no mínimo, de principiante. Crianças e idosos vão achar que se trata de uma pasta de dente.

E os vendedores da farmácia, bem, espera-se que estejam preparados para lidar com situações realmente delicadas – como o escândalo de um aposentado porque o preço dos genéricos subiu ou de uma adolescente em pânico porque transou sem camisinha. Agora, se você se sentir desconfortável por causa de funcionários inadequados, troque de farmácia. Dá pra adquirir pela internet também, as embalagens chegam discretas como a encomenda de um DVD.

Dia desses, enquanto fui abastecer meu estoque de lubrificantes, a moça do caixa me olhou com cara de “hum, eu sei o que você vai fazer com isso”. Devolvi com um sorriso: “É, a noite lá em casa promete”, disse. “Mas não fica com inveja, não”. Vergonha de ter prazer, gente? Isso é tão anos 1920…

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Comentários
  • Ola Natalia. Descobri o site Pimentaria e me liguei no conteúdo. E bom. Seguinte: tenho 71 anos de idade, mas minha ereção corresponde a de guri de 30 anos. Estou casado há quase 30 anos e minha esposa não quer mais dar pra mim. Alega q

    17 de dezembro de 2015

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