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“Sonhou que alguém a tomava, à força, pelos pulsos…”

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“Sonhou que alguém a tomava, à força, pelos pulsos…”

*AUTOR: Ricardo Coiro. Vive entre o soco e o sopro. Morre de medo do morno e odeia caminhar em cima do muro. Acha que sensibilidade é coisa de macho e que estupidez é atitude de frouxo. Nunca recusou um temaki ou um café. Peca todo dia. Autor do livro Confissões de um Cafamântico.

 

– Logo, vai implorar para que eu coloque meu pau em sua boca – disse o desconhecido de voz rouca, antes de desligar o telefone.

Ela, do outro lado da linha, assim que cravou o telefone no gancho, foi tomada por um pavor insuportável. Pensou até em ligar para polícia para relatar o acontecimento. Mas olhou para o relógio que marcava três da manhã, pensou nas poucas horas de sono que ainda tinha para combater o cansaço acumulado e, após apagar a luz, mergulhou profundamente no próprio subconsciente.

Sonhou que alguém a tomava, à força, pelos pulsos e, em seu pescoço de pele fina, cravava os caninos afiados.

A princípio, após ser perturbada pelo timbre do despertador estridente, ela classificou aquilo como um pesadelo, porém, quando percebeu que a calcinha, de tão melada, estava colada na buceta, ficou em dúvida.

– Como pode um pesadelo me molhar assim? – pensou enquanto se despia ao som do chuveiro ligado.

Já a caminho do trabalho, enquanto percorria, a pé, a Avenida Paulista, sentiu-se observada. Ela que, desde muito nova já havia se habituado aos olhos famintos da multidão, naquele dia cinza, pela primeira vez, ficou aflita por saber que a voz grave que a havia acordado na noite anterior poderia pertencer a qualquer um dos incontáveis pedestres que a rodeavam. Todos pareciam suspeitos. Ela apertou o passo e quebrou a rotina. Naquela manhã, diferente de todas as outras, por achar que estava demasiadamente exposta, não parou para tomar um pingado na padaria de sempre.

O celular tocou. Número Privado. Ela não atendeu.

O telefone vibrou novamente. Número privado. Então, ela respirou fundo e apertou o botão verde.

– Não farei nada que não quer. Não se preocupe. Pelo contrário, vai me querer tanto dentro de você que, logo, sem saber como me tirar da sua mente, de joelhos, abrirá bem a boca e vai suplicar para que eu a cale com aquilo que se tornará seu vício – disse a voz rouca, com certa arrogância e como se pudesse profetizar o futuro dela.

– Você é maluco! – ela gritou, antes de desligar o telefone.

Desligou. As mãos estavam trêmulas. Ela estava apavorada. Mas, estranhamente, tomada por um sentimento quase incontrolável e certamente indecifrável, deu um sorriso tímido. Aquilo foi o suficiente para fazer com que ela se sentisse a mais irresponsável das mulheres. Sentiu-se à beira de um precipício e tentando controlar a vontade de pular.

Já no trabalho, enquanto fingia fazer um relatório, foi tomada pelo magnetismo da própria imaginação e se entregou ao desejo que sempre esteve nela, mas que antes, era reprimido pela sensação de culpa que a causava. Imaginou o rosto daquela voz e os gritos que ele seria capaz de dar enquanto fodia. Imaginou-se cedendo ao desejo que nenhum homem foi capaz de suprir. Pois, até então, só havia transado após conhecer bem o parceiro. Tentou enganar a tentação pensando em banalidades e nas contas que ela não conseguiria pagar no fim do mês. Não foi capaz. Sentiu um prazer, indomável, imaginando-se abrindo o zíper do desconhecido. Correu para o banheiro. Trancou a porta. Jogou água fria no rosto. E, como se seguisse as ordens do instinto, tirou a calça, a calcinha, e se masturbou em frente ao espelho. Esfregou, com força, como se quisesse se livrar daquele impulso displicente, os lábios da buceta. Imaginou, junto ao dela, o reflexo turvo daquele que, até o momento, só voz tinha. Gozou rápido. Estremeceu segurando forte a torneira ligada para abafar o som da respiração sem controle. E deixou o banheiro como se tivesse acabado de cometer o maior dos pecados.

Voltou a fingir que terminava o relatório e, assim que o relógio marcou seis horas, correu para casa. No caminho de volta, o mesmo que ela fazia para chegar ao trabalho, sentiu medo, porém, dessa vez, não temia apenas os olhos do desconhecido. Temia, mais até do que os dele, os próprios olhos e a ânsia que os possuíam. Nos tantos pedestres, ela já não buscava mais um inimigo ou o suspeito de um crime hediondo. Ela queria esbarrar com ele. No meio do tumulto, roçar a bunda nele.

– Nele quem? – ela se perguntava.

– Seu covarde, cadê você? – tornou a questionar.

Como resposta: obteve apenas buzinas e o som ininteligível de conversas misturadas ao som da cidade imensa.

Naquela noite, enquanto ela lutava com a insônia e tentava, sem nenhum sucesso, espantar as cenas gostosas que transformaram a mente dela em um turbilhão de porra com suor, mais uma vez, o telefone tocou.

– Não desligue – disse o rouco desconhecido.

– Dê-me um motivo para ficar falando com um maníaco como você. Um só. Seu louco! – ela gritou.

– Você quer gozar. Precisa gozar. E farei você gozar – afirmou ele.

– Acha que é assi… – tentou completar a pergunta, mas logo foi interrompida.

– Tire a calcinha! – ele ordenou.

– Como pode achar que manda em mim sem ao menos me conhecer?

– Eu conheço o suficiente para saber que quer tirar a calcinha. Tire já!

Pensou em desligar na cara dele, entretanto, quando percebeu que estava com a buceta totalmente molhada, ainda que cheia de culpa, aceitou continuar.

– Tirei

– Está de blusa?

– Sim

– Tire

– Pronto

– Agora vá até o terraço e sente na cadeira azul.

Sentiu medo e após alguns segundos de mudez, ela desligou o telefone. Ele, certamente, estava perto e podia vê-la.

O telefone tocou novamente.

– Vou chamar a polícia! – disse, ao invés de alô.

– Vá até o terraço – insistiu ele.

Ela, contrariando todas as variáveis racionais e fazendo exatamente aquilo que faria com que as amigas a vissem como uma maluca, apenas foi. E ali, nua e diante de várias janelinhas acesas, sentiu-se deliciosamente exposta. A brisa leve da noite colaborou com o tesão que aos poucos, dos pés descalços ao último fio de cabelo repicado, a percorreu. Ela sentou na cadeira azul, sentiu a buceta empoçar a almofada do assento e gostou de se sentir observada por todos os olhos da cidade.

– E agora? – ela perguntou.

– Agora, quero que chupe o dedo, como chupará meu pau.

Ela chupou. Escondeu o dedo inteiro entre os lábios. Lambeu-o
com fome. Chupou como se ele pudesse vê-la. Ou melhor, torcendo para que ela pudesse ser vista.

– Continue com o dedo na boca e, com a outra mão, sinta a sua buceta.

Colocou o telefone no modo viva-voz.

– Está molhada? – perguntou ele.

– Muito – ela respondeu.

– Responda novamente, mas sem tirar o dedo da boca.

– Uhum… – ela afirmou, dessa vez, com a boca cheia.

– Agora quero que, sem tirar o dedo da boca, enfie dois dedos na bucetinha. Enfie até o final. Como gostaria que eu fizesse com meu cacete. Enfie pensando em amanhã. Dia que será fodida de verdade.

Ela enfiou. Meteu os dedos até o fundo. Foi bem fácil introduzi-los, pois já estava completamente molhada. Enfiou pensando no dono daquela voz e no quanto, apesar dos riscos inevitáveis, gostaria de ser possuída por ele.

– Isso. Agora quero que coloque três dedos e que pare de controlar os gemidos. Está escuro. Não consigo ver você direito. Mas quero ouvir você gemer pra mim.

Ela colocou e, mais uma vez, entrou fácil. Ela gemeu. Não ligou para os vizinhos e nem para o delicioso eco que gerou no quarteirão.

– Assim que eu gosto. Agora fique de quatro e que vire a bunda em direção à tela. – ordenou a voz misteriosa.

Ela cumpriu. Pousou os joelhos no chão.

– Abra a bunda com as duas mãos. Abra como fará quando quiser que eu coloque meu pau em você.

Ela abriu o máximo que pode. Sentiu a brisa da noite bater direto no líquido que escorria dela. Aquilo a deixou louca.

– E agora? – ela perguntou.

– Quer mais, né? 00h01, o porteiro vai interfonar informando sobre a minha presença. E você, se quiser gozar de verdade, vai permitir a minha entrada – essa foi a última coisa que ele disse antes de desligar o telefone.

Ela olhou para o relógio da sala, que marcava 23h27. Viu-se de joelhos e exposta para a noite. Sentiu medo. Sentiu tesão. Sentiu muito medo. Sentiu mais tesão ainda. Não sabia como agir. Pensou em pegar o carro e ir para bem longe dali, mas, algo a ela dizia que valia a pena esperar. Ela ficou. E, como uma presa que aceitou ser devorada, colocou apenas um vestido para cobrir o corpo ainda quente. 23h45…23h48…23h52…23h59…00h00…00h02.

O interfone tocou.

– Dona Paula, tem um moço aqui dizendo que é seu amigo – disse o porteiro.

Ela fez silêncio. Pensou em pedir para o porteiro mentir e dizer que ela havia saído. Porém, movida por um demônio que ela pouco conhecia, pediu para deixar o desconhecido subir.

Desligou o interfone e, petrificada, ficou até a campainha tocar. Pelo olho mágico, rapidamente, constatou que o desconhecido não era uma figura repugnante. Pelo contrário. Pode ver que ele era moreno, que tinha nariz grande e barba maior ainda. Barba grande e muito bem feita. Demorou para abrir a porta e ele, do outro lado, esperou pacientemente, sem esboçar reação ou pressa. Definitivamente, não o achou parecido com os serial killers que ela via nos filmes. Olhou pelo olho mágico mais uma vez. Viu o colarinho da camisa dele. Preta como a barba. Sentiu tesão. Abriu a porta.

Ele entrou e, ao invés de “oi”, disse que, na próxima hora, ela não poderia olhar para ele. Não disse mais nada.

Ela, quase que sem esboçar reação, aceitou o sacrifício e a venda que ele trouxe em mãos. Morreu de medo de ser estrangulada quando ele aproximou o pano preto do rosto dela. Morreu de medo. Ficou imóvel. Mas ele, apesar das feições brutas, com delicadeza a vendou. Até tomou cuidado para não puxar o cabelo dela enquanto dava o laço na venda.

O mundo dela ficou negro e, antes mesmo que ela pudesse pensar na vulnerabilidade advinda da escuridão, sentiu a mão grande e áspera do desconhecido agarrando a bunda dela. A mão era grande e tomou conta de toda a nádega.

Então, segurando-a pelo cabelo, ela a guiou, com cuidado para ela não esbarrar em nada, até a cadeira da varanda. Colocou-a de quatro sobre ela. E lá, perante os olhos da lua parcialmente encoberta por uma nuvem passageira, começou a lamber a parte de trás das coxas dela. Ele não tinha pressa. Subia da parte de trás dos joelhos até o topo da bunda. Depois, sem afobação, fez o mesmo com a outra perna. Ela adorou aquilo. Quando a língua passava perto da buceta, no escuro, ela torcia para que e a língua dele terminasse lá. Ele mordia, bem devagar a bunda dela. Mordia em vários pontos. E dava longos intervalos entre uma mordida e outra. Fazendo-a tentar adivinhar o local da próxima dentada. De vez em quanto, de forma bem sutil, entre uma dentada e outra, ele relava a língua grande no cuzinho dela. Apenas encostava e tirava. Aquilo estava a deixando louca.

– Chupa minha buceta logo – ela falou.

Ele continuou calado e mordendo-a, chupando-a, provando-a, cada vez mais perto do lugar no qual ela queria senti-lo. Ele continuou na bunda, mas foi ficando cada vez mais perto da buceta. Ela sabia que ele estava próximo, pois na buceta sentia a respiração forte dele. Ele abriu a bunda dela como pediu para que ela fizesse, quando falaram por telefone. Abriu bastante, mais do que ele conseguiu abrir sozinha. Ele separou uma nádega da outra e não disse nada. Apenas deixou a buceta dela bem evidente.

– Chupa logo, por favor – ela suplicou.

E ele, atendeu-a. Ainda com a bunda dela bem aberta, redesenhou, linha a linha, todo o contorno daquela bucetinha deliciosa. Ele chupou-a com atenção, coisa que ela pode perceber mesmo vendada. Passou a ponta da língua em lugares que outros tinham negligenciado. Chupou-a alternando sutis massagens em pontos específicos com lambidas vorazes em toda a extensão da buceta dela. Ela sentiu vontade de gozar da primeira vez que ele, ainda mantendo a bunda dela bem aberta, com uma só lambida, tocou toda extensão da buceta dela. Ele não parou por aí, pois subiu até o cuzinho dela. Ela se contorceu toda e gemeu quando a língua dele encostou naquele buraquinho apertado.

– Gosta quando chupam seu cuzinho – disse o desconhecido, interrompendo o jejum de palavras.

– Adoro. Chupa mais, por favor – implorou ela.

Ele então chupou o cu dela. Com gosto. De um jeito que nenhum dos cinco namorados que ela havia tido fez. E, enquanto passava a língua grande entre as nádegas dela, com a palma da mão massageava os grandes lábios já inchados.
Ela pediu para ele parar um pouco, pois aquilo estava fazendo com que ela sentisse uma vontade insuportável de gozar.

Ele não parou, continuou com a língua no cuzinho dela e com a mão, massageando a bucetinha dela.

– Pare, por favor! Vou gozar assim.

– Não.

– Paaare. É sério! Não estou aguentando.

Ele não parou, pelo contrário, aumentou o ritmo e a profundidade das linguadas. Inverteu. Passou a língua para a buceta e o dedo para o cu. Colocou em o dedo bem devagar e, enquanto o dedo entrava nela, deu chupões na buceta.

– Pare, já! Não vou aguent…ahhhhhhhh….aí…aíii…ahhhhh

Gozou. Ouviu os passos ficando cada vez mais longe dela. Ouviu a porta fechando.

Nunca mais o ouviu, apesar de buscá-lo, com os olhos famintos, em cada esquina.

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Comentários
  • Confesso que fiquei excitada ao me imaginar me entregando a um estranho sem pudor algum!

    16 de julho de 2014
  • Ricardo Coiro é sempre um deleite! Amo os textos que ele escreve para blogs.

    22 de julho de 2014
  • Ricardo sempre perfeito!

    18 de junho de 2015
  • Nossa que tesão. Parecia que era comigo. Estou até sem folego.

    25 de abril de 2016
  • me imaginei no lugar dela.

    4 de maio de 2016

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