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Quantos parceiros sexuais tornam alguém “promíscuo”?

promiscuidade

Quantos parceiros sexuais tornam alguém “promíscuo”?

(Getty Images)

Com quantas pessoas você já transou ao longo da vida? “Mais de dez” foi a reposta de 44% da população brasileira sexualmente ativa, entre 15 e 64 anos, numa pesquisa do Ministério da Saúde divulgada em 2015. “Mais de dez” vai de onze ao infinito… Outro levantamento, realizado em 2004 pela The Global Sex Survey, coloca nosso país como o segundo colocado no ranking mundial: média de 15,2 parceiros sexuais no currículo. “Que horror”, dirão alguns leitores. “Quanta promiscuidade! ”

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado (a) promíscuo (a) quem tiver ido para a cama com mais de três pessoas no último ano. Curioso porque essa definição parece levar em conta, antes de qualquer coisa, um julgamento moral. Se estamos falando de comportamento de risco, no sentido prático de transmitir/contrair DST’s, não importa a QUANTIDADE de parceiros (as)… mas se a CAMISINHA foi SEMPRE usada ou não, se faz exames com regularidade e tal.

Digamos que você deu para um único cara nos últimos doze meses. Um cara que conheceu na balada e rolou sem proteção. Quem são as outras minas com quem ele transou também sem camisinha? Com quantos caras essas mulheres fizeram o mesmo? E por aí vai. Acredite: você se expôs mais a doenças como sífilis e gonorreia do que a sua amiga que deu pra oito pintos devidamente encapados. Mesma coisa para um cidadão casado que dispensa o preservativo em sua pulada de cerca na festa de final de ano da firma.

Uma calculadora desenvolvida pela Lloyds Pharmacy mostra com quantas pessoas você fez sexo indiretamente, dependendo da faixa etária dos parceiros sexuais que já teve. Os resultados são assustadores: uma mulher que ~dormiu~ com apenas dois homens na vida inteira pode ter se envolvido, na verdade, com 400 mil pessoas! Óbvio que é uma ferramenta virtual exagerada e pra ser levada na brincadeira, mas não deixa de ser uma provocante reflexão sobre o assunto.

Se nós nascêssemos com um painel na testa que fosse pontuando, ao longo dos anos, a quantidade de pessoas com quem já trepamos? Duvido que uma garota deixasse de sair com um boy magia dependendo do número indicado ali. Mas se esse número fosse igual ou menor que o dela… Desconfio que boa parte a taxaria de “promíscua” e “vagabunda”, talvez até levasse pro motel, mas não pra conhecer a mãe: “Não é pra casar” (tudo que penso dessa frase está aqui). A gente não chama um cara rodado de promíscuo. Aos olhos da sociedade, ele é ~experiente~.

Homens que rejeitam mulheres com bom repertório morrem de medo da comparação e de não dar conta do recado. Elas têm condições de avaliar o desempenho deles no sexo. Vira e mexe converso com divorciadas de casamentos que duraram décadas – e cujos maridos haviam sido seus primeiros e únicos parceiros sexuais. É muito comum ouvir delas que agora estão descobrindo o prazer, se contentaram com aquilo porque era somente aquilo que conheciam. Será que ~promiscuidade~ não é controle de qualidade?

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.
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Comentários
  • A promiscuidade não está na quantidade de parceiros, mas na falta de: honestidade, confiança, delicadeza, no trato com os parceiros(as).
    Mudando de assunto: ainda quero saber porque machismo é ruím e feminismo é bom.

    22 de outubro de 2016

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