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Por que eles ainda pagam por sexo?

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Por que eles ainda pagam por sexo?

(Thinkstock)

“Ouça o áudio quando estiver sozinho”, digitei para três amigos. É o alerta vem-pergunta-de-putaria ao qual eles já estão acostumados. Embora o conteúdo do Whatsapp desses ómis faça qualquer comentário meu parecer puritano, não quero arrumar problema com namoradas, mães e chefes: “Por que você já pagou ou paga por sexo?”. Nem se deram ao trabalho de descobrir o motivo da curiosidade.

Ao contrário de boa parte dos clientes, os amigos que consultei não “precisariam” pagar por sexo. Então, por que o fazem? Com tantos aplicativos de encontro, não seria mais fácil (e econômico) procurar por uma mulher sexualmente bem-resolvida? Alguém que não esteja nem aí para rótulos do tipo “não é pra casar porque deu no primeiro encontro”, que também curta sexo sem compromisso? A julgar pelos argumentos que reuni, não é tãããão simples, não…

1. “Porque é mais prático”

O cara teve um dia estressante de trabalho, está solteiro e só quer “dar umazinha” – já usou as mãos como alívio a semana inteira. Para retomar contatos com peguetes eventuais ou fazer um match no Tinder virar encontro, precisam gastar um bom tempo de lábia. E talvez ela até tope, mas não esteja disponível naquele exato momento. Com uma garota de programa, basta combinar horário e cachê. “Aliás pode sair mais barato considerando que às vezes, com uma menina, você pode ter que pagar sozinho jantares, cinema, estacionamento e motel”, disse um amigo.

2. “Porque é mais honesto”

Sem joguinho de conquista nem promessas falsas. Sabe aquela coisa de “oi-tenho pensando em você-saudade” do nada? Quando, na verdade, o cidadão só tá pensando em gozar e dormir gostoso? O sexo pago não tem essa sacanagem – tem outras… É direto e reto, inclusive sem criar a expectativa de que vai rolar ligação no dia seguinte ou romance pra toda vida. Um dos meus amigos disse ainda: “Se você transa meia dúzia de vezes com uma menina e depois desencana por qualquer razão, rola toda uma DR, como se estivesse terminando um relacionamento…”.

3. “Porque não preciso me reprimir”

Em geral, pouca coisa assusta uma garota de programa. Elas estão acostumadas a realizar fantasias sexuais de todo gênero. De vestir uma roupinha de colegial a encarnar uma dominatrix e botar coleirinha no cliente. Muitas topam “garganta profunda”, ejaculação na cara, sexo anal, ménage a trois. Fazem fio terra, imitam a cena de pornô preferida, gemem escandalosamente etc. Não há censura pra imaginação erótica. Com uma menina que não é profissional do sexo (ou com quem eles não têm intimidade suficiente), receiam ofender ou serem julgados.

4. “Porque não preciso me preocupar com o prazer dela”

Na época das nossas avós, as mulheres não reivindicavam o próprio prazer. Sexo era para satisfazê-lo e só. Hoje muitas de nós esperam orgasmos – e, sim, comentamos com as amigas sobre o desempenho do cara na hora do babado. Isso gera ansiedade e nervosismo em alguns, o que pode acabar embrochada e ejaculação precoce. A prostituta não está nem aí para o fato de o cliente ser “bom de cama” ou não. Ele pode exercer o egoísmo sem culpa, se concentrar no orgasmo sem se preocupar com dela (inclusive porque fingem como as atrizes pornô).

5. “Porque sou inexperiente / tímido”

Não é o caso desses meus três amigos, mas óbvio que não posso deixar de citar. A gente sabe que ainda hoje muitos adolescentes perdem a virgindade com garotas de programa. E que adultos travados, sem habilidades sociais ou mesmo fora dos padrões de beleza têm dificuldade de transar. A primeira impressão que causam pessoalmente, nas redes sociais e nos aplicativos de encontro acaba não ajudando… Pagando por uma profissional, as chances de rejeição se aproximam de zero.

Você concorda com esses argumentos masculinos? Diria que faltou algum?

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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