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Poppers, a droga do sexo, é vendida como incenso líquido

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Poppers, a droga do sexo, é vendida como incenso líquido

(Getty Images)

Prateleiras de sex shops americanos e europeus vendem o “incenso líquido” que o administrador de empresas R* adora, mas não encontra no Brasil. “Desperta o seu lado mais selvagem”, diz. Aqui o Poppers é ilegal mesmo se o rótulo contiver um desses eufemismos. Composto por nitratos alquílicos e SUPER inflamável, ele pertence à família do lança-perfume. Há pelo menos uma década estourou no mercado erótico com a promessa de aumentar o prazer sexual – a partir de dez dólares.

Inalada direto do pote ou molhada num pano, a substância provoca principalmente dois tipos de sensações. A primeira é uma espécie de euforia alucinógena: o cara fica possuído por um espírito pornô hard core. O tesão explode, as penetrações viram britadeira-profissional-em-parede-de-concreto, um calorão toma o corpo, o orgasmo reverbera com mais intensidade. Como o efeito dura menos de um minuto, R* prefere inalar quando a transa com a esposa caminha pros finalmentes.

Mas foi graças ao outro barato que o Poppers fez sucesso e ganhou o apelido de “droga do amor gay”. Seus ingredientes químicos relaxam vasos sanguíneos e músculos. Ou seja, funcionam como anestésicos pro ânus e esfíncter, facilitando o sexo anal. Agora vamos combinar que existem formas mais seguras de inibir a dor da prática, né? Inclusive porque, viajandão, você deixa que o outro se empolgue na força e vai sentir o estrago (ferimentos / sangramento) no dia seguinte…

Aliás, como qualquer droga, o Poppers pode f*der com a saúde. Não tô falando só daquela bad trip parecida com o que experimentam os bêbados – dores de cabeça, náuseas, vertigem, pressão baixa. Nem das queimaduras que a substância provoca em contato com a pele, boca e nariz. Em algumas pessoas, o Poppers leva à perda da consciência e ataques de pânico. Gente com problemas cardíacos, em tratamento psiquiátrico ou usuário de remédios para ereção (Viagra / Levitra etc) têm grandes chances de sofrer um infarto fulminante.

“Sei que não é saudável”, diz R*, 39 anos. “Assim como beber e fumar muito, consumir açúcar em excesso…”. Ele não se considera um viciado, mas está em período de abstinência – um ano sem consumir a droga. Veja bem, não que tenha optado por fazer sexo pra sempre sem ela, no estilo um-dia-de-cada-vez. Sem qualquer hipocrisia, afirma que “infelizmente está mais complicado de comprar em sites gringos e importar pro país”.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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