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Pênis torto é doença?

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Pênis torto é doença?

A turística (e tortíssima) Torre de Pisa, na Itália (Getty Images)

Às vezes a natureza escreve certo por linhas tortas. Tem cara que mira no colo do útero e acerta o apêndice da criatura. É assunto que dá nó na cabeça – de cima – da gente mesmo, então não vamos deixar essa dúvida ~pendente~. Primeiro, olhe por esse ângulo: nem todo pênis ereto fica perfeitamente reto. Agora pense numa sacanagem, espere o efeito e então use uma régua geométrica (estou exagerando, ok?). Ele vai mais de 30 graus pra cima, pra baixo, pra esquerda ou pra direita?

Se for menos do que isso e você não tiver outros sintomas, desvie suas preocupações pra outra coisa. Tá tudo bem. Assim como a nossa linha genética define se teremos olhos azuis e um pé muito maior que outro, ela também pode curvar o que você carrega entre as pernas. Algumas mulheres têm lábios vaginais carnudos, outras nascem com vulvas mais “enxutas”.  Normal. Não somos iguais nem totalmente simétricos. Você pode achar feio, esquisito e tal… mas aí é uma questão estética.

Agora, se você tiver mais de 30 graus de inclinação ou perceber que a curvatura tá aumentando com o passar dos anos… Você sente dor quando fica duro? Dificulta a ereção, a penetração e o sexo? Tem um calombo por dentro, ao longo do pênis? Então procure um urologista. Talvez você tenha sofrido uma fratura peniana, talvez seja diagnosticado com a doença de Peyronie. Relaxa que o “Melô do Tchan” estava mentindo. Pau que nasce torto se endireita, sim, cumpádi Washington!

As fraturas penianas acontecem quando o cidadãozinho ereto é dobrado com muita força, por exemplo, ao receber uma “sentada”. Embora não tenha osso ali, ele fica cheio de sangue durante a excitação. Os mecanismos internos (corpo cavernoso, túnica albugínea) que retém o sangue podem ser rompidos. Aí, colega, não adianta fazer só compressa de gelo e improvisar uma tala na sua tala, apenas imobilizando. Muitas vezes, a trincada é permanente. Precisa de medicação e até cirurgia de correção.

Na Doença de Peyronie, forma-se uma espécie de placa/fibrose no tecido do pênis – e ele não estica totalmente quando está duro. Esse troço provoca curvaturas bem mais sérias, podendo alcançar 90 graus (!!!) e inviabilizar a penetração. Ninguém sabe direito como acontece essa inflamação e essa cicatriz no tecido. Os estudiosos desconfiam que seja o acúmulo de traumas suaves durante o sexo. Vai machucando e entortando devagar, mas progressivamente. Tanto que, em geral, a maioria dos homens com o problema têm entre 45 e 60 anos. Nada a ver com guardar o pau na cueca sempre na mesma posição. Nesse caso, um médico pode dar um jeito com o bisturi também.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.
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