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O ciúme de Ivete: “Quem é essa aí, papai?”

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O ciúme de Ivete: “Quem é essa aí, papai?”

Na primeira manhã do novo ano, Ivete Sangalo levantou a poeira da internet quando a gente ainda tava de ressaca. Durante um show fechado na praia de Guarajuba, no litoral baiano, a cantora encarou o camarote onde estava o marido Daniel Cady e fuzilou no microfone: “Quem é essa aí, papai? Tá cheio de assunto, hein? Manda ela subir aqui no palco para fazer essa conversinha de ouvido comigo”. Gesticulava, parecendo incomodada. Claro que trocentos celular estavam ali pra filmar e viralizar o episódio horas depois.

Se foi realmente ciúme ou apenas uma brincadeira, só o casal poderá dizer/abafar. Nas redes sociais, pipocaram mais comentários de apoio à Ivete que foliões atrás de trio elétrico. “Eu acho é pouco”, escreveu uma, “descia do palco e metia a mão na cara”.  Outra disse que “se até ela pode dar barraco, tô me sentindo melhor”. Ainda li coisas como “tem mesmo que cuidar do que é seu!”. E por aí vai. Veveta só se pronunciou pelo Snapchat, ao responder uma mensagem da atriz Fernanda Souza, mulher de Thiaguinho: “Fernandinha, você sabe que no nosso terreno só a gente bate a laje”.

Agora imagine que você está numa balada com seu bofe. Ele vai até o bar buscar umas bebidas e, do meio da pista de dança lotada, você observa que uma mulher puxou papo. Os dois engatam uma conversa, entre risos, bem perto do cangote. O que você, pobre mortal, faz? Começa a gritar, de longe, mais alto que o som do DJ: “Quem é essa aí, papai? Tá cheia de assunto, hein? Manda ela vir aqui pra fazer essa conversinha de ouvido comigo”. As pessoas se olham, incrédulas, cochichando quão barraqueira você é. A desconhecida sai de fininho, seu bofe reza pra que um buraco no chão o engula. Não seria engraçado, seria um vexame.

Sou do time que lava roupa suja em casa. E me espanta que Veveta-linda-bem-sucedida-poderosa-famosa-rica tenha despejado litros de sabão em público. Prefiro acreditar que tudo não passa de uma piada. Primeiro porque é dar ibope demais pra concorrência. Por mais insegura que eu estivesse no lugar dela, jamais daria esse gostinho a outra. “Faria a egípcia” e cobraria explicações mais tarde. Segundo porque, dependendo da malícia dessa conversa (e só de olhar dá pra sacar), eu honestamente sequer me abalaria. Não “proíbo” meu marido de conversar com o sexo oposto. Se é que alguém pode proibir o/a parceiro/a de alguma coisa e achar que adianta…

Terceiro, e mais importante, porque quem me deve respeito é ELE. Diálogo = DOIS. Que mania de sair logo xingando fulana de “vaca”, “puta”, “biscate”! A pessoa com você que é responsável por cortar o xaveco, em vez de dar trela. O compromisso se dá entre você e essa pessoa. Não entre você e a fulana. Portanto, de quem seria a culpa? Como se não bastassem esses três argumentos, vamos pensar mais um tiquinho. Se o seu namorado/marido quiser te trair de verdade, meu bem, não será na frente de todo mundo. A não ser que ele seja muito burro ou muito canalha. Em qualquer uma das alternativas, eu deixaria a minha fila andar.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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