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Encontro: quando as roupas caíam como frutas maduras…

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Encontro: quando as roupas caíam como frutas maduras…

*AUTOR: Diógenes Sousa

De tantas mensagens, depois da intimidade, várias sacanagens, o encontro aconteceu. Fim de tarde, na catraca do metrô. Ele de calça jeans e camisa xadrez, ouvindo no fone do celular um som de Marvin Gaye, quase que como uma premonição. Ela chega no horário, não antes que seu perfume, que parecia nascer de sua aura, de um corpo coberto por um vestido vermelho. Os óculos de aro preto combinando com os olhos de expressão forte.

A apresentação foi rápida, uma vez que as redes sociais já haviam feito as honras. Partiram para o bar, admirando a paisagem da cidade petrificada. Ela ouvia atentamente as histórias contadas por ele do caminho por onde andavam. Entre um gole e outro de cerveja, enquanto o sol sumia, surgia a libido e tudo era sorriso. A temperatura entre eles era tão grande que contrastava com a gélida brisa trazida pela noite.

A vontade era tanta que pediram a conta, procurando outro lugar que valesse mais a conta. E assim foram: lugar feio, hotel barato, quarto simples, porém, arejado. Antes de se despirem, se despediram de seus pudores. Como uma caçadora no encalço de sua presa, ela o tomou pela frente com um chupão no pescoço. De pronto ele a puxou pelo cabelo devolvendo o gracejo com leves mordidas em sua orelha. Enquanto se beijavam, as roupas caíam como frutas maduras de uma árvore chamada desejo.

As mãos dele acariciando os seios dela, o suor escorrendo pela testa, e a boca descendo ao encontro dos pêlos negros que reluziam tanto tesão, se abrindo em flor transparecendo a pulsação daquela xoxota que pedia que aquele instante fosse eterno. Como o calor que a moça imprimia em sua boca ao chupar o pau rijo como colosso.

Era a primeira vez que transavam juntos. Nesta vida. Pois o encontro dos dois fez ressurgir um novo ser, de pura energia, feito da metade de cada um deles, muito mais forte que os gritos de prazer emitidos por ela a cada vez em que ele a penetrava. Era algo que não precisava ter nome, só precisava renascer, trazendo à tona o que os dois tinham de melhor, o desejo pelo prazer.

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Comentários
  • Interessante…

    16 de dezembro de 2014
  • Provocante.Tentador.

    26 de dezembro de 2014

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