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Depressão pós-sexo (mesmo que tenha sido incrível)

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Depressão pós-sexo (mesmo que tenha sido incrível)

(Foto / Pixabay @AlexVan)

O sexo (consensual) termina: lençóis bagunçados, corpo suado, fôlego se recuperando. Relaxamento e saciedade circulam dos pés à cabeça. Delícia, hein? Hum… nem sempre, nem pra todo mundo. Algumas pessoas experimentam um vazio profundo, misto de ansiedade, melancolia, amargura, agressividade. Uns pensamentos do tipo “Que merda foi essa? O que eu fiz? Quero sumir daqui agora”.

Well, tem até termo médico pra isso: disforia pós-sexo. Pode acontecer entre cinco minutos e duas horas após a relação sexual. Como existem pouquíssimas pesquisas, é bem complicado explicar e diagnosticar a situação/condição. Mas um estudo com 200 mulheres jovens, publicado no International Journal of Sexual Health, apontou que uma em cada três já se sentiu assim – mesmo que a transa tenha sido satisfatória. Então por que, SEM OR, por que? Existem apenas suposições.

Há quem diga que não passa de uma questão fisiológica. Depois do orgasmo, aquela explosão de hormônios como oxitocina, nosso organismo volta rapidinho à “normalidade”. Deixar pra trás o prazer absoluto seria suficientemente triste. Ou, ainda, por culpa da prolactina. Mas a ponto de chorar/se encolher na cama ou interferir em nossas ideias/comportamentos? Vou na esteira dos especialistas que apostam em fatores psicológicos e sociais.

Sei lá, eis meia dúzia de exemplos. Você se arrependeu de ter transado com um(a) ex-namorado(a); de ter traído quem ama; de ter ido pra cama no primeiro encontro; de ter feito sem camisinha; de ter topado uma fantasia só pra agradar. As expectativas eram grandes e o sexo foi terrível; você têm problemas de autoestima e não estava à vontade; ficou inseguro(a) com o seu desempenho; simplesmente não gozou.

Outras coisas também interferem muuuuito na forma como a gente lida com sexo. Antes, durante, depois. Você pode ter sofrido abuso sexual e as lembranças vêm à tona; pode ter uma crença religiosa que associa práticas sexuais à pecado; pode ter crescido em uma família extremamente repressora; pode perceber que está distante e infeliz com o(a) parceiro(a); pode ter medo de ser abandonado(a) e trocado(a) etc.

Se essa bad vibe surge com frequência, vale procurar terapia pra entender a origem dela. O cérebro é o órgão sexual mais importante dos seres humanos. Ao contrário de outras espécies, não transamos apenas com finalidades reprodutivas, né? Caso você esteja num relacionamento, precisa conversar com o(a) parceiro(a) e fortalecer a intimidade. Uma vez ou outra… vá lá. Toda hora é deprimente mesmo.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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