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“Cura gay”: palestra religiosa é denunciada

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“Cura gay”: palestra religiosa é denunciada

(Getty Images)

CARA IGREJA BATISTA GETSÊMANI MISSÃO PORTUGAL,

Talvez deus perdoe tamanho pecado. A força poderosíssima e onipresente chamada Rede Social não perdoa, não. Tanto é que acabou cancelada a vossa palestra “Como prevenir e reverter a homossexualidade”, anunciada no Facebook para a data de hoje (24/11). Ainda virou denúncia no Ministério Público de Minas Gerais. A Comissão de Diversidade Sexual da OAB vai debater com a promotoria se cabem ações cível e criminal. Vocês não botaram fé num desdobramento desses hein? Crê no misterioso fenômeno da viralização – versículo Mark Zuckerberg.

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O anúncio na página da igreja que deu origem à polêmica (Divulgação / Facebook)

Interessante como, para dar verniz acadêmico e credibilidade ao evento, a palestrante Isildinha Muradas foi apresentada como psicopedagoga. É só (mais) uma pastora que prega a “cura gay” sob os eufemismos “prevenção e reversão”. E dá entrevista dizendo não ter “nada contra a opção sexual” de ninguém. ~Nada contra~. ~Opção sexual~. É só (mais) uma integrante de instituição religiosa que ignora estudos e debates científicos. Há décadas a medicina atestou que homossexualidade não é doença ou transtorno psiquiátrico. Portanto não requer qualquer tipo de tratamento.

Ao longo da História, gays foram submetidos a terapias de eletrochoque, castração, remédios… Algum desses métodos consta em vossa cartilha? Quem sabe “descer a porrada”, recomendação ~mais moderna~ do deputado Bolsonaro? Certamente encurralados pela pressão virtual e pelo vomitaço na página de Isildinha, vocês deletaram o anúncio original da palestra. Corrigiram a formação dela e trocaram o título por: “Orientando pais sobre a sexualidade de seus filhos”. Oraram, em vão, pra que a polêmica acabasse.

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Sob pressão das redes sociais, a instituição religiosa trocou o título do evento (Divulgação / Facebook)

Rotular um grupo de pessoas (mulheres, negros, nordestinos, umbandistas, gays etc) como anormal ou inferior é discriminar. Discriminação incentiva a violência. Treze países no mundo preveem pena de morte para relações homossexuais!!! Homofobia mata, seja por decisão de tribunal ou de juízo pessoal. Diante desses fatos, o seu deus misericordioso poderia lançar versão atualizada da Bíblia com o capítulo “Como prevenir e reverter a intolerância”. Além, claro, de colocar os responsáveis pela absurda iniciativa ajoelhados no milho.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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