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Candidíase não é sinal de “promiscuidade sexual”

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Candidíase não é sinal de “promiscuidade sexual”

(Getty Images)

Era uma vez um fungo chamado Candida que vivia de boas no organismo humano até ser difamado. Quando digo “fungo”, você deve imaginar aquelas manchas verdes peludas sobre uma comida estragada – e morrer de nojo. Não acontece o mesmo se eu disser “vírus” ou “bactéria”, né? Mas eles podem ser responsáveis, por exemplo, por gripes horrendas e dores de barriga. Portanto, mais informação e menos preconceito…

Candida curte um clima de verão, então habita lugares quentes e úmidos como a vagina. Em condições normais, esse fungo fica lá sem que a mulher perceba ou se incomode. O problema é que algumas coisas corriqueiras irritam a criatura: funcionam tipo um “fermento” para que ela cresça e se multiplique. Daí surge a infecção fúngica conhecida como Candidíase, o talcorrimento espesso e esbranquiçado feito queijo cottage (talvez você me odeie por essa comparação, sorry).

Muitas vezes basta que a nossa imunidade caia, deixando o corpo sem defesas naturais. Ou que a gente tome antibióticos, anticoncepcionais, corticoides e outros medicamentos. Ou use roupas muito apertadas, calcinhas de lycra e biquínis molhados – eles abafam e aumentam a temperatura da região. Ou esteja grávida ou com a diabetes mal controlada ou transe sem proteção com um(a) parceiro(a) contaminado(a).

Quer dizer, tanta coisa pode causar a candidíase que é no mínimo ridículo relacioná-la à “promiscuidade sexual”. Nenhum ginecologista sensato vai olhar pra paciente com cara de “tem dado muito por aí, hein?”. Você pode ser virgem, jamais ter tido contato íntimo com outro ser humano, e sofrer com a bichinha. As pesquisas apontam que três em cada quatro mulheres já experimentaram ao menos uma infecção por fungos ao longo da vida. E, infelizmente, é normal que ela se repita.

Além do corrimento com características bem típicas (prometo não dizer de novo que lembra um queijo cottage), você pode manifestar sintomas como coceira intensa, vermelhidão e inchaço na vulva/vagina, dor pra fazer sexo e xixi. O tratamento, no geral, é simples: o médico receita um antimicótico e uma pomada antifúngica – vem com uma “ampola” pra você aplicar dentro do canal vaginal. Aliás, esqueça o sexo enquanto estiver se cuidando da candidíase.

O melhor jeito de evitar que a Candida dê uma fungada na sua paciência é manter um estilo de vida saudável com boa alimentação (pra que a resistência do organismo não fique baixa), fazer a higiene íntima direitinho, preferir roupas menos justas e calcinhas de algodão, trocar o absorvente com frequência e usar camisinha em todas as relações sexuais. Embora menos comum, homens também podem ter candidíase. Fiquem atentos em caso de coceira e ardência persistente na glande do pênis.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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Comentários
  • Adoraria ter visto isto a muito tempo atrás quando ainda estava casado. Após consulta a uma ginecologista, a primeira coisa que ela incutiu na cabeça de minha ex-esposa foi que eu estava tendo encontros extra conjugais, o que não estava acontecendo.

    Durante muito tempo havia conversado com ela sobre isto de forma leiga, mas sempre fui contra ao uso em demasia de calças apertadas demais e roupa intima que não ajuda na transpiração…

    Obrigado e parabéns pela informação…

    13 de julho de 2016

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