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Aventura: a escapada

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Aventura: a escapada

*AUTORA: Leila Lopez

Eles se conheceram pela internet. Os dois casados e cada um morando numa cidade diferente. Ele parecia interessante e ela o abordou. Ele prontamente se interessou. Ela ainda não sabe exatamente o que o atraiu porque ele é do tipo que economiza nos elogios. Talvez uma buceta disponível acoplada a uma combinação rosto/corpo agradável? Alguma coisa sobre ela ser elegante e bem-cuidada… Enfim, não que isso tenha afetado a autoestima dela, já nas alturas naquele ponto. Uma profissional competente, mãe, esposa fiel e respeitável, entrando em site de relacionamento e tomando a iniciativa de abordar um homem casado? Ela já estava se sentindo invencível. O moço, no entanto, era um tanto quanto enigmático. Interessado ele certamente estava e o seu apetite por conversas sacanas era enorme, mas todas as tentativas de conseguir alguma informação pessoal foram em vão. O que, previsivelmente, só aumentava o interesse dela por ele.

A atração por ele foi acontecendo aos poucos. Perfeito pra quem era conhecida por demorar a esquentar. Começou com os olhos que ele realçava de propósito porque sabia que eram lindos, mas obviedades eram pouco pra ela. Aumentou quando ela percebeu que ele conseguia ser safado e bem-educado ao mesmo tempo. A boca também era uma delícia, e sua inteligência e perspicácia brilhavam durante as trocas de mensagens que iam ficando cada vez mais frequentes, intensas e divertidas. Ela batia, ele rebatia. Ela jogava a isca e ele mordia. Ela blefava, ele dobrava a aposta. Se fisicamente ele se encaixava perfeitamente nas preferências dela, intelectualmente ele superava suas expectativas. A combinação foi suficiente para incendiar a libido dela. Começaram as trocas de fotos. Perfis misteriosos, pernas nuas, mãos, pés, camisa desabotoada e lingerie. As conversas terminavam com a moça ofegante, com o coração disparado, as pernas trêmulas e a calcinha encharcada. O toque final ficava por conta do bom e velho fascínio pelo proibido. Existe alguma coisa mais atraente do que aquilo que você não pode ter?

A certeza do desejo dele foi reacendendo nela a antiga paixão por si mesma. Aquela que tinha se perdido em algum lugar entre a correria do trabalho, a chatice dos afazeres domésticos e a exaustão constante dos cuidados com os filhos. Não que ela fosse inexperiente ou mal-comida em casa, mas a placidez da maternidade e do casamento longo e feliz tem um jeitinho todo especial de fazer adormecer a libido de uma mulher, transformando em amigos dois amantes outrora insaciáveis. Ela começou então a se demorar mais na frente do espelho, a passar mais tempo sozinha e a se admirar mais. O narcisismo atingiu o seu auge quando, depois dos 40 e pela primeira vez na vida, ela se viu refletida num espelho vestindo um conjunto de corselete de oncinha, calcinha rendada, cinta liga, meia sete oitavos e salto alto. Linda!

As conversas se estenderam por mais ou menos um mês. Foram as preliminares mais longas da vida ela. Como mecionado nas primeiras trocas de mensagens, ela tinha uma visita pré-programada a cidade dele. Decidiu então que era hora de pegar o avião. Passagem comprada, hotel reservado, ele conseguiu fugir por algumas horas no meio do dia. A ideia era um encontro casual no restaurante do hotel. Na hora marcada, pânico. O restaurante estava lotado. Ela não tinha a menor intenção de se expor e imaginava que ele sentia o mesmo. Um telefonema, um impasse, uma decisão rápida: me encontre no lobby do hotel que você vai subir comigo.

Ela saiu do elevador tremendo tanto que mal conseguia andar. Virou uma esquina e os olhos se encontraram pela primeira vez. Ele ficou parado olhando pra ela com cara de quem não sabia o que fazer. Foi um alívio perceber que ele também estava nervoso. Ela o cumprimentou e disse simplesmente: vem comigo. Na subida torturante de elevador até o 23º andar, ele não disse uma palavra, mas a olhou fixamente e entrelaçou seus dedos com os dela. Ela achou incrivelmente sexy ele ser canhoto. Seu primeiro orgasmo começou aí. Assim que ela fecha a porta do quarto, o beijo. Ele a segura com força, ela fica tão tonta que acha que vai desmaiar. Depois o sofá e a protocolar troca de informações pessoais para garantir a segurança e a confiança dela. Ela vai relaxando. Com maestria, ele vai dosando a conversa com beijos, apertos e mãos bobas. Ela vai se entregando.

Em menos de uma hora estavam na cama. As peças de roupa foram caindo e a temperatura foi aumentando. O tempo era curto, ela tinha que escolher: agradar ou ser agradada. Optou por si mesma. Melhor decisão da vida dela. Nada de tentar ser deliberadamente sexy, de antecipar os desejos dele, de se preocupar com o dia seguinte, com o que ele pensaria dela. Ela resolveu relaxar e gozar. E só. No momento em que os dedos dele entraram na sua calcinha, ela entrou em transe. Com um arrepio ela percebeu que o pau dele era mais grosso do que ela estava acostumada. E justo ela que se orgulhava de nunca ter deixado ninguém entrar assim sem cerimônia, só teve tempo de sentir a dor quando ele enterrou tudo de uma vez só. Daí pra frente aconteceu exatamente o que ela esperava. Uma trepada forte, urgente, ansiosa e deliciosa. As posições se alternando, o suor escorrendo pelo corpo  dele, a cabeça dela girando, os espasmos de prazer indo e vindo num ritmo frenético. Ele ía falando nos ouvidos dela da delícia de descobri-la tão molhada, de como ela dava gostoso, do tesão de comer ela de quatro… Mais do que um orgasmo, foi como uma luz se acendesse bem no meio dela e se irradiasse por todo o corpo. Ela quase podia sentir a descarga elétrica saindo pelos dedos das mãos e dos pés.

Depois que os dois gozaram e caíram exaustos na cama, veio uma conversa gostosa e tranquila. Ela aproveitou o clima e revelou todas as suas fantasias sexuais como nunca tinha feito antes. Ele ouvia com atenção e entusiasmo enquanto passava os dedos pelas costas dela e apertava a sua bunda. Ela não conseguia se lembrar da última vez que se sentira tão relaxada. Quando ele finalmente se levantou para tomar um banho, ela até pensou em segui-lo até o chuveiro, mas preferiu prolongar a sensação deliciosa de cheirar a perfume, suor e sexo clandestino. Ele veio se enxugar bem na frente dela e, ao vê-lo se exibir tão acintosamente, ela só conseguia pensar em se ajoelhar ali mesmo e chupar aquele pau grande e grosso. Preferiu guardar a vontade para si mesma porque ele tinha compromissos e ela não queria ser malvada. Para terminar, mais um olhar penetrante, um beijo longo e gostoso e uma porta que se fecha.

E ela ficou deitada em estado de êxtase. Não sentiu culpa, nem medo, nem necessidade de racionalizar nada. Ficou só ali sentindo o cheiro fresco dele que a rodeava e o latejante gostoso da sua buceta. Fechou os olhos e dormiu o melhor sono dos seus últimos anos. Tranquilo, sem interrupções nem hora pra acordar. Quando acordou, se sentiu transformada, mais consciente de si mesma, do seu corpo e de suas necessidades. Várias vontades vieram à tona: a de recolocar o próprio prazer como prioridade absoluta na sua vida, a de finalmente aprender a se tocar e chegar ao orgasmo sozinha, a de realizar todas as suas fantasias com urgência. A trepada proibida com o moço enigmático, por alguma razão que ela ainda não sabe explicar, acabou virando um divisor de águas na vida sexual dela. Antes à tarde do que nunca.

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Comentários
  • De !ª,envolvente,classudo sem ser vulgar parabéns.

    25 de abril de 2015
  • bom

    15 de agosto de 2015
  • Muito bom!! Tai uma excelente fantasia..

    8 de janeiro de 2016

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