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A gravidez de Karina Bacchi e os bancos de sêmen

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A gravidez de Karina Bacchi e os bancos de sêmen

Aos 40 anos, a modelo Karina Bacchi anunciou que está grávida numa “produção independente”. Mas não transou com o pai biológico do (a) filho (a). Sequer o conheceu pessoalmente. Não sabe seu nome nem endereço. Ela recorreu a um banco de sêmen internacional e à fertilização in vitro para realizar o sonho da maternidade. É bem provável que a decisão de Karina tenha a ver com sua idade, o fim do casamento de seis anos e uma cirurgia para retirada das trompas.

Mulheres solteiras, casais gays e heterossexuais com problemas reprodutivos têm lotado clínicas de reprodução assistida em busca do material genético de doadores anônimos. Eles são escolhidos por meio de um catálogo sem fotos, que traz apenas características físicas (cor de pele e do cabelo, altura etc) e poucas informações pessoais (profissão, hobby). Todos passaram por exames criteriosos que atestaram sua saúde.

No Brasil, não existem taaaantos candidatos porque a legislação proíbe pagar pela doação de sêmen. O gesto tem que ser altruísta mesmo. Já os Estados Unidos fizeram disso um verdadeiro negócio: dão “incentivos” em dinheiro que chamam a atenção de voluntários como jovens estudantes. Esses bancos norte-americanos disponibilizam vários outros detalhes sobre o doador, exatamente o que atraiu Karina Bacchi.

 

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(Foto: Reprodução / Instagram @karinabacchi)

Em entrevista à Contigo, ela disse que demorou três meses para eleger alguém com traços parecidos aos seus – um loirão de olhos claros? Teve acesso a dados clínicos dele e da família, fotos de infância, religião, ascendência, país de origem… Por que não pedir “ajuda” a um amigo, seja pela via tradicional (leia-se sexo) ou pela doação de seus espermatozoides?

Primeiro para que não haja vínculo com a futura criança, a garantia de que o pai biológico não poderá exigir nada ou interferir na vida dela. Segundo porque o doador também não corre o risco de, com o passar dos anos, ser cobrado para conviver, educar e pagar pensão alimentícia. O doador anônimo não é avisado pelo laboratório/clínica quando uma de suas amostras é escolhida e vai parar no útero de uma cliente.

Ele não sabe SE e QUANTOS filhos tem por aí. Mais ou menos do mesmo jeito que um doador de sangue ou órgãos não sabe quem se beneficiou da sua generosidade. No caso, só sabe que aquele potinho com seus jatos de sêmen contendo cerca de 400 milhões de espermatozoides pode ter dado origem a crianças ansiosamente desejadas e famílias com novas configurações. Karina Bacchi taí pra provar: musa fitness, toda feliz vendo a barriga aumentar.

***Este post foi originalmente publicado na coluna da Nath no Yahoo.

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